INTRODUÇAO


Estão escondidos na aurora alguns dos melhores momentos para o contato íntimo com nosso interior. Alvorada – O Despertar da Alma vai revelar, aos poucos, as experiências de 22 pessoas, na busca de estabelecer uma relação mais profunda, clara e amorosa consigo mesmas. Num gesto de boa vontade ao serviço impessoal à vida e de esforço consciente para encontrar a via de serviço do Ser aos demais. Entre nessa aventura, também...

15/06/2009

MEU ENCONTRO

A espera de anos se dilui em milésimos de segundo.
Com uma intensidade profunda.
Toda minha consciência e corpo despertam.
Ao Glorificar o Pai,
vivo a Unidade,
Ser uma e una com o todo,
reconheço o profundo Amor do Pai por mim e por toda a criação, por todos os meus irmãos, até então desconhecidos.
Sinto o Amor de todos os seres me confortando.
Isso muda tudo, a vida, o meu mundo, o mundo e o universo.

Desperto e vejo que existe um Pai a ser glorificado,
Um mundo de Beleza e Verdade,
Um mundo de Justiça e Paz,
Um mundo que existe aqui e agora, imprimindo sentido à vida,
a minha vida

Pai, graças por me permitir viver isso.

O começo,
Em minha volta tudo parece organizado,
Uma vida que corre certinha dentro do planeta terra
Dentro de mim, um desconforto e escuridão imensa de me sentir separada e sozinha.

Recordo a sensação de ser una, de ser irmã, de ter um Pai,
um Pai de Amor
Recordo que em mim existe a semente divina.
A confusão vira uma ficção,
Já é possível acreditar em um mundo novo,
governado por novas Leis,
A Lei do Amor.

Percebo que tudo começa com o Perdão,
ele dilui a dor e a tristeza,
traz Luz e Compreensão.

É um longo caminho de revisão
Sinto-me assistida e abençoada
Onde vou me liberando
E vivendo um novo mundo.
Os primeiros passos

Há em mim tanto contentamento pelo que estou vivendo e descobrindo agora,
Quero contar para todos que existe um mundo lindo,
Que o Pai é meu amigo,
Que tenho muitos, mas muitos irmãos
Que eu sou parte do todo
Que eu não estou mais sozinha.
É uma imensa alegria.

Percebo que minhas palavras não traduzem o que eu estou vivendo,
É melhor calar e trabalhar em silêncio.
Há muito a construir em mim.
Qual será meu próximo passo?

O Perdão me trouxe a Compreensão do que eu mais preciso - a Clareza.

30/05/2009

Apresentando Ana Maria Amorim Teles


Ana Maria elegeu as experiências na familia - em suas funções de filha, irmã, mãe e esposa - e as de natureza profissional para caminhar rumo à expressão de sua Alma.

Teve seu encontro com a Luz Interna, como os revela em seu livro de participação no "ALVORADA O DESPERTAR DA ALMA" e caminha paciente e com constância rumo à consolidação desse encontro, rumo ao encontro consigo mesma.

Amante da arte e da beleza, Ana Maria é fina. E a elegância de seu estilo é emprestada a tudo que faz.

Sabe fazer belo. E bem feito.

Sabe fazer com o recurso que tem disponível o que decide fazer para realizar seus anelos.

Provou da arte de decorar, da arte de jardinagem e paisagismo. Experenciou administrar sua empresa, vivenciou ser sócia.

Agora está se conhecendo como Professora.
Professora de Filosofia.

Certamente é uma função que realiza com dedicação e cumprimento. Mas principalmente com alegria.

Como dona de casa é conhecida e admirada pela organização e sentido do que é útiel e necessario para o funcionamento de uma casa.

Poucas são tão organizadas e práticas, simples e elegantes em como organiza o espaço pra sua familia e amigos.

Pureza, dedicação, cumprimento, organização, alegria e elegância são os traços mais evidentes que marcam o seu caráter.

Inocência é a marca de fundo que a transparência de sua Alma deixa à mostra.

Deu o nome de MEU ENCONTRO a seu livro, editado e publicado como parte do Alvorada, onde relata de uma forma genuína o que encontrou em sua busca espiritual.

Para apresentá-lo e representá-o neste blog foi eleito o texto a seguir.

A decisão

Há tantos fragmentos de mim
Preciso me harmonizar e avançar
Avançar agora exige decisão.
A decisão de ir ao encontro do Pai.
A decisão de entregar
De compartilhar
De ser parte do todo
De cooperar com o todo
De Ser no todo Ser que é o Pai
De Amar

O Pedido
A entrega pressupõe um pedido
Meu pedido ao meu Pai

Pai,
que a Ordem seja estabelecida em mim,
que Teu Discernimento me guie
para que eu possa valorizar a Verdade,
para que eu possa enxergar a Realidade,
para que eu esteja consciente do Teu Amor Divino.

02/05/2009

Teresa Santa Cruz

MUSICA DOS PILARES -

Nesta segunda postagem dedicada a apresentar Teresa e sua participação no livro Alvorada - O Despertar da Alma, elegemos os seguintes "cantos" para representar sua proposta de Música aos Pilares:


Música à Unidade
Unidade

Sinto a unidade quando não me vejo mais à parte,
Mas quando estou por toda parte
Vejo mais do que você me diz
Sigo o que meu corpo captou
Das milhões de perguntas que você me lançou

Se eu puder responder
Algo que sua alma queira saber
Já vou me dar por satisfeito
Por ter feito, uma comunicação
Que custa um tempão

Nos unimos nesse instante
Nossa amizade nos invade
Aumenta nossa compreensão
de tudo aquilo que parecia desconexão

De repente tudo faz sentido
Unifica-nos nessa vastidão do universo em expansão.



Músicas ao Pilar da Irmandade
Irmandade II

Saber que todos somos irmãos
Conquistar essa realidade no coração
Nem todo mundo consegue de imediato
Ampliar sua mente de fato
Vais precisar de paciência porque todos acreditam nessa tal de carência
As circunstâncias vão continuar e nenhuma garantia elas vão me dar
O único que posso mudar é o meu sentir, em relação ao existir
Amplio-me quando passo a me irmanar, com todos que eu passo a me encontrar
Um sorriso, uma amorosidade que deixo me atravessar
e assim vou seguindo esse plano que deixara embaixo dos panos.


Músicas à Paz
Paz II

Pacifica, sai logo dessa briga
Concilia as confusões
Essas cheias de emoções

Os gostos vão sempre se chocar
Abdique, não reivindique
Deixe passar esse tumulto que só tende a aumentar

Tua atitude me traz quietude
Me dá paz e me refaz



Músicas ao Agradecimento
Agradecimento III

É interessante pensar
ver a mudança no ar
viagens, abordagens amolecem qualquer rancor
que procure se perpetuar pelo nosso ditador

Ampliar, reconfigurar, desmantelar qualquer conceito
que tende a se dogmatizar

são vários tempos que a vida traz e sinto
os cheiros produzem imagens que formam vínculos
entre mundos distantes, alguns dissonantes

Às vezes preciso me acalmar
Para sentir a neutralidade a emanar
De tudo aquilo que é belo e sabe se entregar
Ao mistério da vida sem ao menos duvidar
De que Deus É eles e está em todo o universo

Obrigada, Vida, por me propiciar
Todos os caminhos que me levaram
A desfrutar essa plenitude mansa do Ser que aqui está.

15/04/2009

Apresentando Teresa Santa Cruz



Falar da Teresa é falar de ecletismo. Mas também de reserva...

É falar de arte, mas também de pragmatismo...

É falar de academicismo, mas também de espiritualidade...

Teresa é a própria diversidade...

Poderia até ser imprevisível, mas se mostra moderada na ação.

Assim é como sua singularidade se traduz em beleza.

Beleza que vem da sua essencialidade e que se emana, inclusive, no tom e textura da pele, no brilho repousante e travesso do olhar... no falar integrado com os gestos das mãos...

Às vezes deixa murchar seu contentamento como uma flor não regada com água fresca... mas que renasce com a primeira chuva.

Tudo isto pode descrevê-la, mas creio que ela é mais arte...
Que se entrega como professora ...

Sobre seu livro

Teresa Santa Cruz participa no livro ALVORADA com dois diferentes volumes: "Cartas ao Pai e aos Irmãos" e "Música aos Pilares".

Nesta postagem apresentaremos suas "Cartas ao Pai e aos Irmãos".

Aqui a autora revela-se na decisão de encontrar as vias para relacionar-se assertivamente com o divino; na ânsia de elevar-se, de liberar-se para o Amor. E com esta liberdade, relacionar-se com os seus semelhantes.

Dentre as cartas elegeu-se a que segue como representante do que se vislumbrou no conteúdo de seu livro. Desfrutem-na.



Querido Deus

Nunca tinha imaginado Conhecê-lo aqui mesmo, nessa vida, nesse corpo, nesse instante. Sempre o imaginava distante, ausente, desconhecido, inalcançável.
Você era a promessa adiada de tão ocupada que eu estava. Depois que...
De uns anos para cá, comecei a querer compreender como é isso de eu ser Tua filha, sem mesmo eu Te conhecer.
Sentia falta e não sabia do quê.
Pedia virtudes para viver, pedia liberação, pedia...
Um dia comecei a rever se o que eu pedia era verdadeiro, queria saber se estava fazendo as perguntas certas.
Então percebi que a maneira de pedir conservava sutilezas. Me lembrei do Absoluter, onde há o agradecimento, o recebimento e a afirmação em mim daquilo que foi desejado.
Compreendia que o receber é afirmar como potência aquilo que se deseja. Percebi que o único que mantenho em mim do passado são lembranças e que nunca são realmente aquele momento, são atualizações no presente do que foi vivido no passado. E essa memória é viva, ela muda o olhar sobre o passado de acordo com o que estou querendo rever. Existe um memória repetitiva e estéril também. Percebo-a quando alguém ou eu mesma conto uma estória de forma automática, como uma velha vestimenta, sem muito propósito, o sentimento que acompanha essa recordação é o descompasso, a repetição.
Nada do que vivi, do que li, do que sei, do que sou está fixado em mim, permanente como um sólido, parado totalmente. Essa sensação de impermanência me assustou, queria certezas, queria chegar. Chegar aonde?
Aos poucos fui entendendo que a minha forma de pensar, a estrutura com a qual baseava meu raciocínio, me levava a uma linearidade, uma temporalidade onde o fim era o meu foco. O fim como um ter algo. Chegar a algo.
Fiquei pensando: as pessoas que conheço e eu mesma, quando chego a algo – a conclusão de um projeto, a aquisição de um objeto – eu não os penso ou sinto como um fim, eles são sempre meios para que eu esteja bem.
Então, eu quero estar bem. O que é estar bem? Se não são as coisas que posso possuir ou as virtudes que posso ter, então o que me faz bem?
Descobri que não se trata de possuir, que meu problema ao pensar no devir era imaginá-lo como conquistas materiais ou de qualidades da alma. Querer ter tais e tais qualidades, relacionamentos ou coisas, tudo me projetava para um futuro, mas fazia meu presente ser vivido como falta, como privação.
No desejo de que eu venha a ser algo, sem perceber eu me adio. Coloco longe o dia que serei e assim esqueço que não se apreende bondade, leveza, coragem. As virtudes são em nós, se atualizam ou não de acordo com nossa permissão.
Quanto nos permitimos não controlar as situações, sem estar totalmente inconscientes delas?
O estado que desejamos atingir é um estado de baixa oscilação. A palavra que acho que melhor ilustra essa imagem é atravessar. Quando compreendemos que somos passageiros nessa vida, quando compreendemos que nossos “eus”, nossos corpos são transitórios, isso nos habilita a nos esforçarmos para aumentar em nós a única coisa que é sem mesmo nós desejarmos, a vida. A vida é em mim. Eu estou viva antes mesmo de ter consciência da vida em mim.
A vida que é potência e ação simultaneamente é Deus, És Tu Mesmo. Ele contém em si mesmo tudo que existe. E tudo que existe habita o Deus, que vai sendo infinitamente em nós. O que não somos é por medo, por equívoco. Esforçamo-nos tanto para manter a vida previsível, sob certas condições, que na maioria das vezes perde-se o tom, e o que era precaução se torna medo e prisão.
Mas se somos potencialmente infinitos, porque não posso fazer tudo?
O ser é ilimitado, mas o ser em nós só se expressa dentro de limites. Do contrário não haveria linguagem, não haveria humanidade, seríamos anjos.
A materialidade do mundo, o corpo que nos habituamos, suas convenções e sua mortalidade, fazem nossas personalidades crer que finalizam aqui. Mas a alma é imortal, ela é junto Contigo essa vida anterior e posterior à própria humanidade.

Compreender que o ser necessita de limites para atuar em nós nos conforma, nos dá forma. Nos inclui no mundo visível que é sustentado pelo mundo invisível. Nossos desejos passam para uma outra categoria, porque já somos, já agimos.
Quais são então as ações do ser? Aonde elas nos levam?
Nossas ações são tarefas coordenadas com o mundo invisível, são pleitos para acionar em sincronicidade com o plano da humanidade e do planeta Terra. O que desejo já se aproxima da realização, porque meu desejo é ser atravessado por Ti Pai, sendo virtuosa Contigo, comungo do devir hoje mesmo.
Tu, Pai, me usas e deixando-me habitar em Teu amor, aprendo também a usar-me, a usar a matéria como travessia. E de repente o mundo inteiro está disponível, está aberto para interagirmos. As pessoas, os caminhos, a terra se abre, se prontifica para que se cumpra Seu propósito.
Todos anseiam funcionar. Todas as pessoas que conheço desejam viver em uníssimo com a vida que lhes circunda. Os dias que tudo flui valem por anos de espera. Cobrem todo o vazio com um sentido interno e eterno, que faz a vida ser digna. Mas, por que não sentir essa conexão diariamente?
É uma questão de constância consigo mesmo. Não encontraremos fora a atualidade de nossa recordação. O outro nos ajuda, nos inspira. Mas é sozinho que precisamos atingir a Fonte que nos proverá sentido. A missão é essa capacidade de se servir, de responder aos questionamentos de minha alma, é buscar a resposta, é ser fiel a si mesmo, como canal, delegar poder e glória a Ti Pai e saber que ao vivermos sob Tuas Leis, a missão se cumpre, porque usaremos nossas personalidades, nossa matéria, a matéria do mundo para aumentarmos nossa potência de ser Contigo, nos aproximando do tempo em que nos ocuparemos apenas de Sermos.
Enquanto humana ainda viverei mais intensamente esse dia de hoje, onde eu sou a vida, a presença inumana daquilo que eu sou.



* * *

30/03/2009

EM BUSCA DA LUZ QUE "EU SOU"

Por Zilney Barbosa.


Nesta segunda postagem de Em Busca da Luz que EU SOU, é bom aclarar que o livro está composto de 10 partes.
Cada parte está baseada na visão de vida desenvolvida até a data, no conhecimento adquirido sobre o tema e na correspondente experiência, ainda que iniciante.

1. Apresentação
2. Quem Sou Eu?
3. De Onde Venho?
4. Onde Estou?
5. Aceitando-me.
6. Reconhecendo-me.
7. Experiências da Alma.
8. Experiências de Irmandade.
9. Sabio Uso do Tempo.
10. Para Onde Vou?

A matéria desta postagem está no conteúdo da "Parte 7. Experiências da Alma".
Constitui-se de um poema que relata uma experiência de encontro com a beleza, em um ambiente onde aparência externa representa um mero um pano de fundo.
Sendo o ponto central é a própria beleza.
O poema apresentará melhor a idéia e a experiência do que quaisquer palavras explicativas.
Assim, segue o poema "Encontro com a Beleza".

ENCONTRO COM A BELEZA

Que inusitado poderia parecer-me
Que aqui, neste meio de mundo,
Neste ermo árido e desabitado,
Nesta solidão de quilômetros -
Onde até as árvores se vêem poucas
E as flores se traduzem em minúsculas orquídeas
escondidas junto às pedras -
Eu encontraria rara beleza.

Olho do outro lado do rio de águas cor de ferrugem,
Onde o sapé ralo mal cobre a colina,
forrada de pedras brancas, partidas em pequenos pedaços,
e de uns tantos cristais de quartzo.
Nada aqui chama particularmente a atenção...
Nem mesmo a frondosa mangueira

Ou a solitaria palmeira,
Que bravamente sobrevivem,
perto do quase casebre.
Entretanto,
à medida em se passam os dias,
aos poucos, dentro de mim,
abrem-se os olhos que vêem a Beleza.
Beleza que está além das aparências.

E então, já não me é possível descer
Às três da tarde para o rio
sem plenar-me com a unidade dourada
do sol e do capim ressequido ao meu redor.

E é impossível não me extasiar
com o silencioso ruído das águas do rio,
reconfortante, caindo nas pedras ou
deslizando suavemente nas poças...
em direção a tantos outros rios...

Acocoro-me à beira d’água,

Inclino a cabeça e
Vejo-me aí refletida,
e toda a paisagem também está refletida.
Meu coração reconhece esta unidade
E minha alma, alimentada e agradecida,
se entrega à Beleza que a tudo permeia.

Graças eternas e infinitas,
O Ser que EU SOU.

17/03/2009

EM BUSCA DA LUZ QUE "EU SOU"


Por Zilney Barbosa


Chegou o turno do meu próprio livro.

Estive avaliando se eu mesma o apresentaria ou não.

E decidi fazê-lo.

Como já me apresentei na postagem de 16/08/08, hoje será apresentado apenas o livro "Em Busca da Luz que Eu Sou".

O propósito deste livro foi compartilhar a trilha, a via pela qual tenho buscado a Sabedoria das idades, através da relação comigo mesma, com o outro, com o mundo, com o Pai-Mãe-Amor.

O motivo foi o reencontro da Dignidade em mim e em cada homem, mulher, criança - o sermos dignos de nosso Criador comum.

É fruto de 1o anos - entre 1992 a 2002 - de experiências, reflexões e trabalho sobre mim mesma, com meu companheiro e filhos e com outros buscadores... e é dedicado à Glória do Pai de Pais.

O fato é que a partir de uma certa idade, creio que entre os 27 e 30 anos, comecei a sentir-me indigna vivendo a vida como eu a vivia. Era uma vida boa, com muitos amigos, companheiros de trabalho, juventude, viagens, música, dança, diversão de bom nível... Mas percebia-me pequena, superficial, caminhando pelas margens do rio, sem ousar navegar em suas águas.

Pedi ajuda para encontrar caminho. E destino.

Veio ajudar-me o Ser da Liberação e da Oportunidade. E com eles a Compreensão de que para viver como desejava, era necessário pagar o preço para construir um outro destino. E construi-lo contando com o que eu dispunha em termos de genética, cultura, experiências, preparo, condições física, emocionais, intelectuais, espirituais... Ou seja, com o que eu sou.

Com os recursos que tinha, com os filhos ainda pequenos, com um companheiro bem disposto a fazê-lo comigo, também dentro das suas condições começamos.

Em especial, necessitava polir meu propósito, aclará-lo e mantê-lo no foco da minha atenção.

Confesso que também fazia parte das minhas condições uma consciência bem pequena acerca de mim, do outro, do mundo... E que pode ser observada claramente no livro.

Vou eleger um trecho do texto da APRESENTAÇÃO para esta primeira postagem.

Gratos por sua visita ao blog.



Tudo está gravado no corpo da memória humana. Trata-se de um universo de sensações, pensamentos e sentimentos que se constituem na base da relação natural de pais e filhos, do homem com homem. Um universo sutil, oculto, que habita em nosso sangue, em nossas células, e por estar tão intrínseco, torna-se tão difícil lidar com ele e trazê-lo à luz da consciência. Podemos passar toda uma vida e sequer nos darmos conta de que este universo sutil determina a maioria de nossas atitudes, de nossas decisões, encaminha nossos pensamentos e emoções, domina nosso caráter, sobrepondo-se quase sempre à inteligência, à sensibilidade, à beleza, à criação, alijando a vontade. Afinal são odores, sons, toques, imagens, prazeres, todos associados a uma condição – a condição humana - e definindo uma influência – família, país, história de vida - que vou chamar limite genético.

Não estamos tratando de qualificar o limite de bom ou não bom, mas sim, de apresentar outras possibilidades...

Bem, este limite genético totaliza a realidade enquanto vivermos dentro dos seus domínios. É um mundo mecanicamente organizado para funcionar a contento. Para os pais trabalharem, os filhos crescerem, enquanto o mundo gira. Uma etapa da vida.

É certo que a história de vida que construirmos pode melhorá-lo, mas não significa que nos leva a transcendê-lo.

Temos o direito de desconfiar do nosso “bem viver” social, do nosso sucesso profissional, porque afinal de contas, dentro de casa, a vida nem sempre é simples, nem descontraída ou divertida.

Temos o dever de reconhecer que o Cosmos é pródigo em prover-nos com o bem e a felicidade, e com a alternativa de ultrapassarmos este limite.

Temos o dever de ousar ver e ir além dos limites impostos por esta realidade.

Um dia decidi fazê-lo – atravessar este limite - e buscar os registros mais universais que também estão gravados no sangue, nas células; até encontrar a genética anterior à de meus pais e dos pais de meus pais, até à origem do homem, os registros que me mostram de onde vim, quem sou e para onde vou.

E é esta a experiência que compartilho neste trabalho, esta ousadia de penetrar labirintos escuros e plená-los com a Luz Una Universal que habita no âmago do que Eu Sou.

Por certo, não se trata de tarefa trivial, chegar até Quem Eu Sou, bater à própria porta, esperar ser recebido e ousar entrar quando a porta for aberta. É novo, assusta: e se for uma fantasia? E se for uma imaginação separada da realidade objetiva? E se for um delírio deste ego megalômano? Ademais, tememos a luz que somos. Tememos a felicidade. Tememos a Paz. Tememos o Amor.

É momento de decidir assumir conscientemente os riscos que a vida porta em si mesma: repetir um programa já estabelecido, com a segurança garantida e a contraparte de uma alma triste, sem perspectiva de expressão; ou abrir caminho, dia a dia, para uma desconhecida e possível realidade de nível mais elevado da existência humana?

Bato à minha porta, à porta do “Eu Sou O que Sou”, à porta de uma realidade mais objetiva, mais presente, onde aos poucos faço-me responsável de mim mesma. Assumo o Pai responsivo – aquele que responde quando é chamado e libero o outro - pais, filhos, companheiro, professores, trabalho, patrão, sociedade, governo nacional – de encarregar-se de mim.

Reconheço e agradeço todo o esforço que tem sido feito, nos diversos níveis da existência universal, em todos os tempos e espaços, por aqueles que trabalharam para cumprir com a Vontade Divina e fizeram possível esta minha experiência. Nem tenho idéia precisa dessa grandiosidade, mas desconfio, sinto seu cheiro, escuto sua música.

Autorizo o Pai a ajustar meus veículos para que eu possa cumprir com Sua Vontade, até que me seja possível assumir a responsabilidade da unidade com Ele. Até que seja eu mesma una com Ele. Declaro a soberania divina como propósito e conto com ela para que não me perca nos labirintos da vida.

Este é o testamento que ora declaro e registro, abrindo caminho a quem decida caminhá-lo e evitando re-trabalho às futuras gerações; ofereço-o como herança a Gabriel e Ramá, meus filhos - Cuide de você mesmo, ame a você mesmo, eleve a você mesmo quando estiver caindo e cumpra com sua tarefa, dia a dia. Aproveite a oportunidade de Liberação e Vida, de construir uma realidade mais verdadeira – Ser, no Ser onde todos somos, de reconhecerem-se e cumprir como uma célula no grande corpo da Unidade Una Única Universal, de integrarem-se à Irmandade Cósmica, confiar nela e participar da grande festa que o Pai nos preparou.
Graças,

O SER QUE EU SOU.




04/03/2009

Paula Tavares - 2a. Postagem


Este desenho expressa a Paula feminina, suave, profunda.
Mostra sua dedicação aos detalhes, a harmonia dos traços, a delicadeza para apresentar uma idéia, um valor, um conceito através de imagens.
Balancea a contraparte apresentada na postagem anterior: mente afiada e afinada com a urgência da vida.
O texto a seguir nos traz um reflexo da sua busca pela unidade entre seus pares de opostos.

CONTRATO DE IGUALDADE HOMEM-MULHER

Reconciliação com o Pai.
Eliminação da Separatividade.
Busca da meta comum.
Intercâmbio Rítmico Balanceado.

1. Farás somente aquilo que queres para ti;
2. Serás a imagem e semelhança de Deus;
3. A fidelidade é ao Pai, a lealdade ao companheiro;
4. Não tomes posição defensiva, nem ofensiva. Aprende a negociar cada ponto;
5. Transforma a relação em um combate justo, entre dois fortes oponentes;

luta em que cada um pode lutar livremente;
Mas onde não há nem perdedor nem ganhador;
6. Seu companheiro deverá ser seu maior oponente, mas também seu melhor amigo;
7. Não espere nada do outro sem antes haver feito um acordo e negociado a posição de cada um.