INTRODUÇAO


Estão escondidos na aurora alguns dos melhores momentos para o contato íntimo com nosso interior. Alvorada – O Despertar da Alma vai revelar, aos poucos, as experiências de 22 pessoas, na busca de estabelecer uma relação mais profunda, clara e amorosa consigo mesmas. Num gesto de boa vontade ao serviço impessoal à vida e de esforço consciente para encontrar a via de serviço do Ser aos demais. Entre nessa aventura, também...

15/04/2009

Apresentando Teresa Santa Cruz



Falar da Teresa é falar de ecletismo. Mas também de reserva...

É falar de arte, mas também de pragmatismo...

É falar de academicismo, mas também de espiritualidade...

Teresa é a própria diversidade...

Poderia até ser imprevisível, mas se mostra moderada na ação.

Assim é como sua singularidade se traduz em beleza.

Beleza que vem da sua essencialidade e que se emana, inclusive, no tom e textura da pele, no brilho repousante e travesso do olhar... no falar integrado com os gestos das mãos...

Às vezes deixa murchar seu contentamento como uma flor não regada com água fresca... mas que renasce com a primeira chuva.

Tudo isto pode descrevê-la, mas creio que ela é mais arte...
Que se entrega como professora ...

Sobre seu livro

Teresa Santa Cruz participa no livro ALVORADA com dois diferentes volumes: "Cartas ao Pai e aos Irmãos" e "Música aos Pilares".

Nesta postagem apresentaremos suas "Cartas ao Pai e aos Irmãos".

Aqui a autora revela-se na decisão de encontrar as vias para relacionar-se assertivamente com o divino; na ânsia de elevar-se, de liberar-se para o Amor. E com esta liberdade, relacionar-se com os seus semelhantes.

Dentre as cartas elegeu-se a que segue como representante do que se vislumbrou no conteúdo de seu livro. Desfrutem-na.



Querido Deus

Nunca tinha imaginado Conhecê-lo aqui mesmo, nessa vida, nesse corpo, nesse instante. Sempre o imaginava distante, ausente, desconhecido, inalcançável.
Você era a promessa adiada de tão ocupada que eu estava. Depois que...
De uns anos para cá, comecei a querer compreender como é isso de eu ser Tua filha, sem mesmo eu Te conhecer.
Sentia falta e não sabia do quê.
Pedia virtudes para viver, pedia liberação, pedia...
Um dia comecei a rever se o que eu pedia era verdadeiro, queria saber se estava fazendo as perguntas certas.
Então percebi que a maneira de pedir conservava sutilezas. Me lembrei do Absoluter, onde há o agradecimento, o recebimento e a afirmação em mim daquilo que foi desejado.
Compreendia que o receber é afirmar como potência aquilo que se deseja. Percebi que o único que mantenho em mim do passado são lembranças e que nunca são realmente aquele momento, são atualizações no presente do que foi vivido no passado. E essa memória é viva, ela muda o olhar sobre o passado de acordo com o que estou querendo rever. Existe um memória repetitiva e estéril também. Percebo-a quando alguém ou eu mesma conto uma estória de forma automática, como uma velha vestimenta, sem muito propósito, o sentimento que acompanha essa recordação é o descompasso, a repetição.
Nada do que vivi, do que li, do que sei, do que sou está fixado em mim, permanente como um sólido, parado totalmente. Essa sensação de impermanência me assustou, queria certezas, queria chegar. Chegar aonde?
Aos poucos fui entendendo que a minha forma de pensar, a estrutura com a qual baseava meu raciocínio, me levava a uma linearidade, uma temporalidade onde o fim era o meu foco. O fim como um ter algo. Chegar a algo.
Fiquei pensando: as pessoas que conheço e eu mesma, quando chego a algo – a conclusão de um projeto, a aquisição de um objeto – eu não os penso ou sinto como um fim, eles são sempre meios para que eu esteja bem.
Então, eu quero estar bem. O que é estar bem? Se não são as coisas que posso possuir ou as virtudes que posso ter, então o que me faz bem?
Descobri que não se trata de possuir, que meu problema ao pensar no devir era imaginá-lo como conquistas materiais ou de qualidades da alma. Querer ter tais e tais qualidades, relacionamentos ou coisas, tudo me projetava para um futuro, mas fazia meu presente ser vivido como falta, como privação.
No desejo de que eu venha a ser algo, sem perceber eu me adio. Coloco longe o dia que serei e assim esqueço que não se apreende bondade, leveza, coragem. As virtudes são em nós, se atualizam ou não de acordo com nossa permissão.
Quanto nos permitimos não controlar as situações, sem estar totalmente inconscientes delas?
O estado que desejamos atingir é um estado de baixa oscilação. A palavra que acho que melhor ilustra essa imagem é atravessar. Quando compreendemos que somos passageiros nessa vida, quando compreendemos que nossos “eus”, nossos corpos são transitórios, isso nos habilita a nos esforçarmos para aumentar em nós a única coisa que é sem mesmo nós desejarmos, a vida. A vida é em mim. Eu estou viva antes mesmo de ter consciência da vida em mim.
A vida que é potência e ação simultaneamente é Deus, És Tu Mesmo. Ele contém em si mesmo tudo que existe. E tudo que existe habita o Deus, que vai sendo infinitamente em nós. O que não somos é por medo, por equívoco. Esforçamo-nos tanto para manter a vida previsível, sob certas condições, que na maioria das vezes perde-se o tom, e o que era precaução se torna medo e prisão.
Mas se somos potencialmente infinitos, porque não posso fazer tudo?
O ser é ilimitado, mas o ser em nós só se expressa dentro de limites. Do contrário não haveria linguagem, não haveria humanidade, seríamos anjos.
A materialidade do mundo, o corpo que nos habituamos, suas convenções e sua mortalidade, fazem nossas personalidades crer que finalizam aqui. Mas a alma é imortal, ela é junto Contigo essa vida anterior e posterior à própria humanidade.

Compreender que o ser necessita de limites para atuar em nós nos conforma, nos dá forma. Nos inclui no mundo visível que é sustentado pelo mundo invisível. Nossos desejos passam para uma outra categoria, porque já somos, já agimos.
Quais são então as ações do ser? Aonde elas nos levam?
Nossas ações são tarefas coordenadas com o mundo invisível, são pleitos para acionar em sincronicidade com o plano da humanidade e do planeta Terra. O que desejo já se aproxima da realização, porque meu desejo é ser atravessado por Ti Pai, sendo virtuosa Contigo, comungo do devir hoje mesmo.
Tu, Pai, me usas e deixando-me habitar em Teu amor, aprendo também a usar-me, a usar a matéria como travessia. E de repente o mundo inteiro está disponível, está aberto para interagirmos. As pessoas, os caminhos, a terra se abre, se prontifica para que se cumpra Seu propósito.
Todos anseiam funcionar. Todas as pessoas que conheço desejam viver em uníssimo com a vida que lhes circunda. Os dias que tudo flui valem por anos de espera. Cobrem todo o vazio com um sentido interno e eterno, que faz a vida ser digna. Mas, por que não sentir essa conexão diariamente?
É uma questão de constância consigo mesmo. Não encontraremos fora a atualidade de nossa recordação. O outro nos ajuda, nos inspira. Mas é sozinho que precisamos atingir a Fonte que nos proverá sentido. A missão é essa capacidade de se servir, de responder aos questionamentos de minha alma, é buscar a resposta, é ser fiel a si mesmo, como canal, delegar poder e glória a Ti Pai e saber que ao vivermos sob Tuas Leis, a missão se cumpre, porque usaremos nossas personalidades, nossa matéria, a matéria do mundo para aumentarmos nossa potência de ser Contigo, nos aproximando do tempo em que nos ocuparemos apenas de Sermos.
Enquanto humana ainda viverei mais intensamente esse dia de hoje, onde eu sou a vida, a presença inumana daquilo que eu sou.



* * *

30/03/2009

EM BUSCA DA LUZ QUE "EU SOU"

Por Zilney Barbosa.


Nesta segunda postagem de Em Busca da Luz que EU SOU, é bom aclarar que o livro está composto de 10 partes.
Cada parte está baseada na visão de vida desenvolvida até a data, no conhecimento adquirido sobre o tema e na correspondente experiência, ainda que iniciante.

1. Apresentação
2. Quem Sou Eu?
3. De Onde Venho?
4. Onde Estou?
5. Aceitando-me.
6. Reconhecendo-me.
7. Experiências da Alma.
8. Experiências de Irmandade.
9. Sabio Uso do Tempo.
10. Para Onde Vou?

A matéria desta postagem está no conteúdo da "Parte 7. Experiências da Alma".
Constitui-se de um poema que relata uma experiência de encontro com a beleza, em um ambiente onde aparência externa representa um mero um pano de fundo.
Sendo o ponto central é a própria beleza.
O poema apresentará melhor a idéia e a experiência do que quaisquer palavras explicativas.
Assim, segue o poema "Encontro com a Beleza".

ENCONTRO COM A BELEZA

Que inusitado poderia parecer-me
Que aqui, neste meio de mundo,
Neste ermo árido e desabitado,
Nesta solidão de quilômetros -
Onde até as árvores se vêem poucas
E as flores se traduzem em minúsculas orquídeas
escondidas junto às pedras -
Eu encontraria rara beleza.

Olho do outro lado do rio de águas cor de ferrugem,
Onde o sapé ralo mal cobre a colina,
forrada de pedras brancas, partidas em pequenos pedaços,
e de uns tantos cristais de quartzo.
Nada aqui chama particularmente a atenção...
Nem mesmo a frondosa mangueira

Ou a solitaria palmeira,
Que bravamente sobrevivem,
perto do quase casebre.
Entretanto,
à medida em se passam os dias,
aos poucos, dentro de mim,
abrem-se os olhos que vêem a Beleza.
Beleza que está além das aparências.

E então, já não me é possível descer
Às três da tarde para o rio
sem plenar-me com a unidade dourada
do sol e do capim ressequido ao meu redor.

E é impossível não me extasiar
com o silencioso ruído das águas do rio,
reconfortante, caindo nas pedras ou
deslizando suavemente nas poças...
em direção a tantos outros rios...

Acocoro-me à beira d’água,

Inclino a cabeça e
Vejo-me aí refletida,
e toda a paisagem também está refletida.
Meu coração reconhece esta unidade
E minha alma, alimentada e agradecida,
se entrega à Beleza que a tudo permeia.

Graças eternas e infinitas,
O Ser que EU SOU.

17/03/2009

EM BUSCA DA LUZ QUE "EU SOU"


Por Zilney Barbosa


Chegou o turno do meu próprio livro.

Estive avaliando se eu mesma o apresentaria ou não.

E decidi fazê-lo.

Como já me apresentei na postagem de 16/08/08, hoje será apresentado apenas o livro "Em Busca da Luz que Eu Sou".

O propósito deste livro foi compartilhar a trilha, a via pela qual tenho buscado a Sabedoria das idades, através da relação comigo mesma, com o outro, com o mundo, com o Pai-Mãe-Amor.

O motivo foi o reencontro da Dignidade em mim e em cada homem, mulher, criança - o sermos dignos de nosso Criador comum.

É fruto de 1o anos - entre 1992 a 2002 - de experiências, reflexões e trabalho sobre mim mesma, com meu companheiro e filhos e com outros buscadores... e é dedicado à Glória do Pai de Pais.

O fato é que a partir de uma certa idade, creio que entre os 27 e 30 anos, comecei a sentir-me indigna vivendo a vida como eu a vivia. Era uma vida boa, com muitos amigos, companheiros de trabalho, juventude, viagens, música, dança, diversão de bom nível... Mas percebia-me pequena, superficial, caminhando pelas margens do rio, sem ousar navegar em suas águas.

Pedi ajuda para encontrar caminho. E destino.

Veio ajudar-me o Ser da Liberação e da Oportunidade. E com eles a Compreensão de que para viver como desejava, era necessário pagar o preço para construir um outro destino. E construi-lo contando com o que eu dispunha em termos de genética, cultura, experiências, preparo, condições física, emocionais, intelectuais, espirituais... Ou seja, com o que eu sou.

Com os recursos que tinha, com os filhos ainda pequenos, com um companheiro bem disposto a fazê-lo comigo, também dentro das suas condições começamos.

Em especial, necessitava polir meu propósito, aclará-lo e mantê-lo no foco da minha atenção.

Confesso que também fazia parte das minhas condições uma consciência bem pequena acerca de mim, do outro, do mundo... E que pode ser observada claramente no livro.

Vou eleger um trecho do texto da APRESENTAÇÃO para esta primeira postagem.

Gratos por sua visita ao blog.



Tudo está gravado no corpo da memória humana. Trata-se de um universo de sensações, pensamentos e sentimentos que se constituem na base da relação natural de pais e filhos, do homem com homem. Um universo sutil, oculto, que habita em nosso sangue, em nossas células, e por estar tão intrínseco, torna-se tão difícil lidar com ele e trazê-lo à luz da consciência. Podemos passar toda uma vida e sequer nos darmos conta de que este universo sutil determina a maioria de nossas atitudes, de nossas decisões, encaminha nossos pensamentos e emoções, domina nosso caráter, sobrepondo-se quase sempre à inteligência, à sensibilidade, à beleza, à criação, alijando a vontade. Afinal são odores, sons, toques, imagens, prazeres, todos associados a uma condição – a condição humana - e definindo uma influência – família, país, história de vida - que vou chamar limite genético.

Não estamos tratando de qualificar o limite de bom ou não bom, mas sim, de apresentar outras possibilidades...

Bem, este limite genético totaliza a realidade enquanto vivermos dentro dos seus domínios. É um mundo mecanicamente organizado para funcionar a contento. Para os pais trabalharem, os filhos crescerem, enquanto o mundo gira. Uma etapa da vida.

É certo que a história de vida que construirmos pode melhorá-lo, mas não significa que nos leva a transcendê-lo.

Temos o direito de desconfiar do nosso “bem viver” social, do nosso sucesso profissional, porque afinal de contas, dentro de casa, a vida nem sempre é simples, nem descontraída ou divertida.

Temos o dever de reconhecer que o Cosmos é pródigo em prover-nos com o bem e a felicidade, e com a alternativa de ultrapassarmos este limite.

Temos o dever de ousar ver e ir além dos limites impostos por esta realidade.

Um dia decidi fazê-lo – atravessar este limite - e buscar os registros mais universais que também estão gravados no sangue, nas células; até encontrar a genética anterior à de meus pais e dos pais de meus pais, até à origem do homem, os registros que me mostram de onde vim, quem sou e para onde vou.

E é esta a experiência que compartilho neste trabalho, esta ousadia de penetrar labirintos escuros e plená-los com a Luz Una Universal que habita no âmago do que Eu Sou.

Por certo, não se trata de tarefa trivial, chegar até Quem Eu Sou, bater à própria porta, esperar ser recebido e ousar entrar quando a porta for aberta. É novo, assusta: e se for uma fantasia? E se for uma imaginação separada da realidade objetiva? E se for um delírio deste ego megalômano? Ademais, tememos a luz que somos. Tememos a felicidade. Tememos a Paz. Tememos o Amor.

É momento de decidir assumir conscientemente os riscos que a vida porta em si mesma: repetir um programa já estabelecido, com a segurança garantida e a contraparte de uma alma triste, sem perspectiva de expressão; ou abrir caminho, dia a dia, para uma desconhecida e possível realidade de nível mais elevado da existência humana?

Bato à minha porta, à porta do “Eu Sou O que Sou”, à porta de uma realidade mais objetiva, mais presente, onde aos poucos faço-me responsável de mim mesma. Assumo o Pai responsivo – aquele que responde quando é chamado e libero o outro - pais, filhos, companheiro, professores, trabalho, patrão, sociedade, governo nacional – de encarregar-se de mim.

Reconheço e agradeço todo o esforço que tem sido feito, nos diversos níveis da existência universal, em todos os tempos e espaços, por aqueles que trabalharam para cumprir com a Vontade Divina e fizeram possível esta minha experiência. Nem tenho idéia precisa dessa grandiosidade, mas desconfio, sinto seu cheiro, escuto sua música.

Autorizo o Pai a ajustar meus veículos para que eu possa cumprir com Sua Vontade, até que me seja possível assumir a responsabilidade da unidade com Ele. Até que seja eu mesma una com Ele. Declaro a soberania divina como propósito e conto com ela para que não me perca nos labirintos da vida.

Este é o testamento que ora declaro e registro, abrindo caminho a quem decida caminhá-lo e evitando re-trabalho às futuras gerações; ofereço-o como herança a Gabriel e Ramá, meus filhos - Cuide de você mesmo, ame a você mesmo, eleve a você mesmo quando estiver caindo e cumpra com sua tarefa, dia a dia. Aproveite a oportunidade de Liberação e Vida, de construir uma realidade mais verdadeira – Ser, no Ser onde todos somos, de reconhecerem-se e cumprir como uma célula no grande corpo da Unidade Una Única Universal, de integrarem-se à Irmandade Cósmica, confiar nela e participar da grande festa que o Pai nos preparou.
Graças,

O SER QUE EU SOU.




04/03/2009

Paula Tavares - 2a. Postagem


Este desenho expressa a Paula feminina, suave, profunda.
Mostra sua dedicação aos detalhes, a harmonia dos traços, a delicadeza para apresentar uma idéia, um valor, um conceito através de imagens.
Balancea a contraparte apresentada na postagem anterior: mente afiada e afinada com a urgência da vida.
O texto a seguir nos traz um reflexo da sua busca pela unidade entre seus pares de opostos.

CONTRATO DE IGUALDADE HOMEM-MULHER

Reconciliação com o Pai.
Eliminação da Separatividade.
Busca da meta comum.
Intercâmbio Rítmico Balanceado.

1. Farás somente aquilo que queres para ti;
2. Serás a imagem e semelhança de Deus;
3. A fidelidade é ao Pai, a lealdade ao companheiro;
4. Não tomes posição defensiva, nem ofensiva. Aprende a negociar cada ponto;
5. Transforma a relação em um combate justo, entre dois fortes oponentes;

luta em que cada um pode lutar livremente;
Mas onde não há nem perdedor nem ganhador;
6. Seu companheiro deverá ser seu maior oponente, mas também seu melhor amigo;
7. Não espere nada do outro sem antes haver feito um acordo e negociado a posição de cada um.

15/02/2009

Apresentando Paula Tavares


Você já vislumbrou que o Amor tem múltiples facetas e que uma delas é o Amor Fazedor? Então já sabe bastante sobre Paula.

Pois é, sua agenda diária é de 30 horas.

Cumpre 30 horas de atividades nas 24 horas que tem o dia.

Pode reservar um hotel na internet de seu celular enquanto espera no semáfaro vermelho. Realiza, em tempos recordes, tarefas que a outros toma muito tempo.

Ela é amorosa, delicada e eficiente. E preparada para fazer.

Tem a luz do intelecto, o amor por natureza.

Formou-se em direito para conhecer a lei e a ordem que dela deriva.

Fala três línguas ampliando suas chances de comunicar-se com os seus semelhantes.

Preparou um especial contrato de igualdade entre o homem e a mulher.

Sinalizando que sua alma deseja a Luz da Verdade, o Amor Incondiconal e a Ordem Cósmica.

* * * * * * *

BUSCANDO A EXPRESSÃO DO SER é o título do livro com que marca a participação da Paula no Alvorada. Compõe-se de desenhos geométricos, em nanquin e cores, e textos curtos sintetizando seus valores e sonhos.

No texto abaixo descreve o significado que tem a decisão e o renovação que trás cada novo dia.

A decisão tomada é o caminho seguido
Encontra tua decisão e encontrarás teu caminho
O Pai nos colocou a cada dia a possibilidade
de mudar o curso de nossa existência,
de mudar de vida,
de ser outra pessoa – de morrer e renascer para outra realidade.

A cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo,
a escolha é de cada um, pois temos o livre arbítrio,
o maior presente do Pai aos seus filhos.
É nossa decisão, unicamente nossa
- continuarmos vivendo as mesmas coisas,
repetindo os mesmos movimentos,
pensando as mesmas coisas todos os dias ou

- decidir tomar a decisão e mudar.

Mudar de atitude, mudar de nível, mudar de vida!
O Pai não pode interferir, mas aguarda,
paciente e amorosamente,
a decisão de cada um de viver uma existência mais plena,
com experiências mais reais e elevadas;
de mudar de uma forma mecânica de vida para uma outra,
onde o Ser pode atuar com mais liberdade,
indicando o real caminho – o percurso de vida – de cada um,
permitindo que se vislumbre o que é a vida com Luz, Ordem e Amor.

Tomar a decisão
Fazer um mundo novo,
Viver uma nova vida.

....................................................


Cada dia é esplendoroso.
A possibilidade de um novo começo.
O passado se foi, o futuro está por ser construído.
Agora é o momento – vive – apenas começaste.
Leva tudo contigo, não olhes para trás.
Concentra-te adiante, acima e dentro.
O caminho está em tua mente e em teu coração.
Busca-o e segue para onde te levar.
Não perde essa maravilhosa oportunidade
que o Pai te deu de uma nova vida.
Cada dia é a oportunidade e hoje é teu dia!
Agradece por estares aqui, hoje,
e por todas as possibilidades que estão por vir.
Desfruta da maior aventura do universo
– a vida!

31/01/2009

A TODO AQUELE QUE ACREDITA QUE A VERDADE POSSA SER

Para esta segunda postagem dedicada a Andrea foi escolhido este poema que sublinha a delicadeza da alma, a busca da Verdade de seu Ser, a fineza de percepção de uma realidade que não pode ser vista com os olhos físicos. Sabe que é e que é parte de um todo. E que ambos lhe são importantes: ser e estar. E revela o desejo de fazer: estender a mão, pedir perdão, reencontrar o que perdeu. E de viver! A roda da vida gira e ela quer ver em que ponto da realidade está a porta de saída!...

Na vida, na minha vida
Há momentos de grande expansão e de grande solidão.
Ando só,
Percebo tudo a partir do meu pequeno mundo.
Existe uma vida para ser vivida,
Existem os momentos de tristeza e solidão,
Existem os momentos de cobrar... e de pedir perdão.
Existe a dádiva de perdoar,
Encontrar aquilo que perdi,
Estender a mão,
Pedir perdão...

Essa vida é feita de pequenas peças,
Um grande quebra cabeças
Tudo se encaixa, tudo se move.
Olhar e ver que a cada passo
Eu aprendo um pouco mais,
Cresço, amadureço.
Tempo de observar,
Agir, criar, reagir, crescer, aprender…
Serei eu aquele que olha? Ou aquele que é observado?
Aquele que vê? Ou aquele que sente?
Aquele que ouve? Ou aquele que fala?
Serei eu o quê? Isto ou aquilo?
Ou serei apenas, o que não está escrito, falado, sentido, ouvido
pois ainda não sou nascido
Sou o movimento e sou o silêncio.

Aurora desperta,
Aurora de luz.
Ser que vive no núcleo e repete o pedido de paz.
Alegria da vida que vem devagar,
Cada dia entoando uma nota no seu caminhar.
Luz
Clareza
Paz
Harmonia
Abrindo cada momento com o ser consciente
Vem e toma o teu lugar
Vem e vive cada momento
Aqui, agora é o teu lugar
Juntos sendo um só
Caminhos que eram em direção
Ao encontro meu-teu, teu -meu
Agora são um só.

Aurora brilha com a força do poder no amor
Gira e gira e irradia o seu brilho
A calma e eleva adiante a luz que de ti irradia.
Aí tudo é vida tudo acorda
Tudo vive e se renova.
Como toque de brisa que passa
Fresca e suave
Clara e calma
Novo dia, nova aurora, novo amanhecer
Sempre renovado e fresco
Cada ponto que te faz unir-te a mim
Foi um passo do caminho que agora percorro com alegria
Vou e venho
Estou e estamos
Tantas vezes fui e vim
Tantas vezes que agora aos poucos começo a recordar e recordar…
É, sempre estivestes aqui.
Este caminho longo este ir e vir
São o girar e acordar.
Minha consciência desperta, em cada vez sou mais consciência.
Perceber este movimento de ir e vir, e estar consciente,
fixando, ao mesmo tempo o momento presente.
Viver sem deixar rastros, viver sem esperar nada.
Observar a imagem que é criada e que ao mesmo tempo criou:
A verdade chega.

15/01/2009

Apresentando Andrea Zimmermann Bardawil


Andrea se revela uma pessoa dedicada a seus propósitos.
Não se confunde com o que quer.
Determinada. Rápida para fazer. Para atender.
Realiza de forma impessoal o que tem que ser feito.
Tem a habilidade de realizar rápido e ver o outro simultaneamente.
E de conviver com aceitação.
Sabe manejar-se em situações complexas no relacionamento com outros.
Sua participação no Alvorada tem as marcas de uma dedicatória.

É dedicada ao outro, ao irmão, ao amigo.

Este não é o único registro escrito que tem.
Certamente, quando tenha mais tempo disponível, escreverá outros livros.


A TODO AQUELE QUE ACREDITA QUE A VERDADE POSSA SER

O que escreve Andrea revela a delicadeza da alma, a busca do outro, a necessidade do encontro.
Revela sua busca de amigos. A busca de si mesma. O anseio por sua impressão luminosa. Como se a expressasse, mas não a desfrutasse. Será que agimos assim?

Confiram no texto que segue:


A todo aquele que acredita que a Verdade possa Ser,
Seja a verdade que você É.
Desfruta sua Luz na entrega da verdade,
que a vida se converte no Ser que "Eu Sou".
E a Luz, o caminho que lhe acompanha na caminhada com teus irmãos.

Para a realização do Espaço Infinito que está no encontro
com a Expansão do Amor.

Eu estou em cada pessoa que passa.
Estou ali e estou aqui.
Olhe e veja quem está à sua frente.
Se olha com os olhos da alma
reconhecerás o Ser, o Irmão, o Amigo.
Ele sempre está ali à sua espera.
Realiza a coincidência do encontro
e ali você Estará.
Seja fonte. Luz e Amor.
Seja tudo que brilha. Olha, percebe o brilho,
cores, Luz. Apenas a criação da tua coincidência.
Alerta. Desperta, Adormecido.